quinta-feira, 9 de maio de 2013







Onde está o amor?! 

Minha postagem vem de encontro com a nossa indignação. Há muita maldade nesse mundo, porém, nós que nos propomos a ensinar pessoas a caminhar para um mundo melhor, precisamos de fato entender a que viemos.

Já estava escrevendo minha postagem quando a colega Sabrina postou sobre o professor que agrediu o aluno. Muito bem! Desse modo não vou precisar rodear e, então falar logo sobre o que alguns professores estão semeando em suas salas de aula.

Ensinamos aos nossos alunos os famosos: Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Como marcas de uma educação voltada para a cidadania, o grande problema é que o ser humano tem a capacidade de sentir o que está além das palavras. Mesmo sendo crianças, de alguma forma elas captam o que está sendo passado de fato e não o que está sendo proposto, ou seja, dizer para os alunos como eles devem se comportar e depois olhar para eles com desprezo é algo que não passará despercebido e trará sérias consequências que, possivelmente, afetará outras pessoas, pois não temos como saber quando tal semente germinará.

Leio um livro antigo que traz as seguintes inscrições:

“O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem”.
“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”.

“Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis”.

“Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça”.

Não quero, de maneira nenhuma, falar de religião, mas sim de princípios claros, pois se a nossa preocupação, com o nosso projeto é, de fato, fazer a educação e aprendizagem funcionarem de verdade, precisamos, a começar em nós, rever nossos valores e entendermos que “o mundo da linguagem, sem o mundo da prática é um mundo vazio”!

Nosso projeto tem que dar certo, mas não apenas para um dia de evento e sim para marcar profundamente a vida de nossos alunos. Então proponho que a nossa abordagem saia de dentro do coração; que cultivemos isso em nossos corações como um exercício diário. Bem sabemos que assistir uma aula inteira sendo discriminado é uma experiência horrível! Tô certo ou Tô errado?

Oziel Cavalcanti

MARICÁ - RJ * NEWS: Professor agride aluno dentro de sala de aula

Ontem, ficamos estarrecidos com o fato de que um Professor de matemática agrediu um aluno em sala de aula no município de Maricá-RJ. A cena é forte, o Professor está visivelmente fora de si. Bem, quando fui pesquisar o fato no Google, deparei-me com uma série de outros fatos tais com este. Há uma lista infinda de agressões, por parte dos professores, aos alunos pelo Brasil. A situação está cada vez pior. Não justificando a atitude do professor que notoriamente perdeu a cabeça, noto que muitos colegas, Professores, são atacados verbalmente por seus alunos  e não encontram apoio na equipe pedagógica das suas UEs. É necessário que todos se empenhem em criar e manter o ambiente pacífico na  escola. E que como dizia a minha vó: O pau que bate em Chico, bata em Francisco!
Observem a  reportagem!


Profª Sabrina Costa 

sábado, 4 de maio de 2013

Lixo: aonde você joga?

É inevitável sua produção, mas seria tão inevitável jogá-lo em qualquer local?

Apesar de o lixo poluir, causar alagamentos – por conta do entupimento dos bueiros –, favorecer a proliferação de insetos, causar sérios danos à saúde, além de poluição visual, há alguns cidadãos e empresas (públicas e privadas) que não se preocupam com a população, tampouco com o meio ambiente, dando um destino inadequado a este tipo de material.

Existem espaços para tratamento de resíduos (de todo tipo), serviços de coleta comum e seletiva, cestos de lixo ao longo das calçadas; porém, há também aqueles que simplesmente ignoram esses recursos e descartam desde um palito de picolé a resíduos químicos e hospitalares de modo incorreto, desconsiderando os danos a curto, médio e longo prazo que este tipo de atitude causa.

De acordo com o ramo de estudos da Biologia denominado Ecologia, a humanidade inventou o termo “Lixo” para conceituar os resíduos sólidos (e também os semi-sólidos ou líquidos) não biodegradáveis que produzimos ao longo de nossa existência, bem como os restos de alimentos – que são considerados como lixo orgânico.

Segundo o Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (p.26-27, 2001), os diferentes tipos de lixo podem ser agrupados em cinco classes:

1.    Lixo doméstico ou residencial
2.    Lixo comercial
3.    Lixo público
4.    Lixo domiciliar especial:
4.1. Entulho de obras
4.2. Pilhas e baterias
4.3. Lâmpadas fluorescentes
4.4. Pneus
5.    Lixo de fontes especiais:
5.1. Lixo industrial
5.2. Lixo radioativo
5.3. Lixo de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários
5.4. Lixo agrícola
5.5. Resíduos de serviços de saúde.

Nesta postagem, abordar-se-á os Resíduos Sólidos Urbanos (RUs) que se constituem principalmente: do lixo domiciliar, comercial e do lixo das vias públicas.


Quantas vezes já nos deparamos com as seguintes cenas?


Imagem 1: Sujeira, alagamento, maus hábitos. (Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior)
Evidentemente, o lixo é uma problemática. As condições e hábitos de vida de cada um influenciam fortemente na produção de lixo: consumo (“necessidade” de adquirir novos modelos de produtos, mais modernos), comportamento (maneira como nos relacionamos com o lixo, como o tratamos, aonde descartamos) etc..

A questão do comportamento é difícil de ser trabalhada, pois é uma questão cultural, entretanto, não é impossível. Por meio de políticas de conscientização e abordagens do assunto na escola – que, consequentemente, é também discutido em casa –, pode-se criar um instinto coletivo para que o problema “lixo” seja resolvido (ao menos em parte).

É fato que há lugares que não contam com o serviço de coleta, não possuem cestos de lixo nas calçadas etc.. Este é o outro lado do problema, a falta ou não cumprimento das políticas públicas relacionadas ao tratamento dos RUs.

No Jornal Folha de São Paulo (versão eletrônica), uma notícia publicada no dia 04 de abril do corrente ano, aborda o seguinte: “Rio quer aplicar multa de até R$ 3.000 a quem jogar lixo na rua” (clique no link para ler a notícia completa: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1259992-rio-quer-aplicar-multa-de-ate-r-3000-a-quem-jogar-lixo-na-rua.shtml). A atitude tomada, conforme alega a Prefeitura do Rio de Janeiro, é para “conscientizar a população”.  Ora, a adoção deste tipo de medida não é o suficiente para solucionar o problema. “Doerá mais no bolso, do que pesará na consciência”, ou seja, de certo modo, não levará ao pensamento crítico acerca do problema.


Quando o lixo é jogado no local correto...

Há, também, pessoas que se preocupam com o destino que darão ao lixo. Fazendo, inclusive, sua separação entre: Metal, Vidro, Papel, Plástico, Orgânico para facilitar a coleta seletiva e contribuir com a reciclagem.

Com atitudes como essa:
  1. Evitamos a poluição da água e degradação do solo;
  2. Evitamos o entupimento de bueiros, que causa alagamentos em consequência da impossibilidade de escoamento da água da chuva;
  3. Evitamos a proliferação de bactérias, vírus, insetos entre outros transmissores de doenças como: alergias, infecções intestinais, febre tifoide, peste bubônica, tifo, leptospirose;
  4. Aumentamos o tempo de vida na Terra, contribuindo para que os recursos naturais, a fauna e a flora durem mais tempo, entre outros fatores.

Imagem 2: Reciclar, uma alternativa. (Clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior)


Mostrar e levar a população à reflexão sobre: quanto lixo cada pessoa produz, o quanto seu descarte de modo incorreto é prejudicial à vida, e dialogar sobre pequenos (e possíveis) atos que gerarão melhorias nas condições de vida (gradativamente), poderia ser uma boa iniciativa para tornar bons os maus costumes.




Referências bibliográficas:

MONTEIROJosé Henrique Penido [et al.]. Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro: IBAM, 2001. 


OBS.: Outras fontes: Anotações e apostilas (sem referências) das aulas de Biologia que frequentei entre 2006 e 2009. 


Referências iconográficas:

Imagem 1 (sites acessados em 04/05/2013):
Imagem 2 (sites acessados em 04/05/2013):

domingo, 28 de abril de 2013

Eu cobro, tu cobras


Observo que os pais, em sua maioria, não se interessam pela educação de seus filhos. Muitos são motivados a participar das reuniões por uma mera assinatura na lista de presença no intuito de não perder o auxílio bolsa família. Nesse ínterim, a figura do professor, para os seus alunos, se estende para muito além de meros ministradores de conhecimentos. Não podemos permitir que esse tipo de atitude se perpetue. Basta observar, e quando digo observar, entenda-se: olhar com atenção; cumprir, respeitar; reparar em, notar o que diz a LDB 9394/96 no seu ART. 2º: “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Eu cobro!
                                                                                Profª Sabrina Loise da Costa