É inevitável sua produção, mas seria tão inevitável jogá-lo em qualquer
local?
Apesar de o lixo poluir, causar alagamentos – por conta do entupimento
dos bueiros –, favorecer a proliferação de insetos, causar sérios danos à saúde,
além de poluição visual, há alguns cidadãos e empresas (públicas e privadas)
que não se preocupam com a população, tampouco com o meio ambiente, dando um
destino inadequado a este tipo de material.
Existem espaços para tratamento de resíduos (de todo tipo), serviços de
coleta comum e seletiva, cestos de lixo ao longo das calçadas; porém, há também
aqueles que simplesmente ignoram esses recursos e descartam desde um palito de
picolé a resíduos químicos e hospitalares de modo incorreto, desconsiderando os
danos a curto, médio e longo prazo que este tipo de atitude causa.
De acordo com o ramo de estudos da Biologia
denominado Ecologia, a humanidade inventou o termo “Lixo” para conceituar os
resíduos sólidos (e também os semi-sólidos ou líquidos) não biodegradáveis que
produzimos ao longo de nossa existência, bem como os restos de alimentos – que
são considerados como lixo orgânico.
Segundo o Manual
de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (p.26-27,
2001), os diferentes tipos de lixo podem ser agrupados em cinco classes:
1. Lixo doméstico
ou residencial
2. Lixo comercial
3. Lixo público
4. Lixo domiciliar
especial:
4.1. Entulho de obras
4.2. Pilhas e baterias
4.3. Lâmpadas fluorescentes
4.4. Pneus
5. Lixo de fontes
especiais:
5.1. Lixo industrial
5.2. Lixo radioativo
5.3. Lixo de portos, aeroportos e
terminais rodoferroviários
5.4. Lixo agrícola
5.5. Resíduos de serviços de saúde.
Nesta postagem, abordar-se-á os Resíduos
Sólidos Urbanos (RUs) que se constituem principalmente: do lixo domiciliar,
comercial e do lixo das vias públicas.
Quantas vezes já nos deparamos com as seguintes cenas?
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Evidentemente, o lixo é uma problemática. As condições e hábitos de vida
de cada um influenciam fortemente na produção de lixo: consumo (“necessidade”
de adquirir novos modelos de produtos, mais modernos), comportamento (maneira
como nos relacionamos com o lixo, como o tratamos, aonde descartamos) etc..
A questão do comportamento é difícil de ser trabalhada, pois é uma
questão cultural, entretanto, não é impossível. Por meio de políticas de
conscientização e abordagens do assunto na escola – que, consequentemente, é
também discutido em casa –, pode-se criar um instinto coletivo para que o
problema “lixo” seja resolvido (ao menos em parte).
É fato que há lugares que não contam com o serviço de coleta, não
possuem cestos de lixo nas calçadas etc.. Este é o outro lado do problema, a
falta ou não cumprimento das políticas públicas relacionadas ao tratamento dos
RUs.
No Jornal Folha de São Paulo (versão eletrônica), uma notícia publicada
no dia 04 de abril do corrente ano, aborda o seguinte: “Rio quer aplicar multa
de até R$ 3.000 a quem jogar lixo na rua” (clique no link para ler a notícia
completa: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1259992-rio-quer-aplicar-multa-de-ate-r-3000-a-quem-jogar-lixo-na-rua.shtml).
A atitude tomada, conforme alega a Prefeitura do Rio de Janeiro, é para
“conscientizar a população”. Ora, a adoção deste tipo de medida não é o
suficiente para solucionar o problema. “Doerá mais no bolso, do que pesará na
consciência”, ou seja, de certo modo, não levará ao pensamento crítico acerca
do problema.
Quando o lixo é jogado no local correto...
Há, também, pessoas que se preocupam com o destino que darão ao lixo. Fazendo,
inclusive, sua separação entre: Metal, Vidro, Papel, Plástico, Orgânico para
facilitar a coleta seletiva e contribuir com a reciclagem.
Com atitudes como essa:
- Evitamos
a poluição da água e degradação do solo;
- Evitamos
o entupimento de bueiros, que causa alagamentos em consequência da impossibilidade
de escoamento da água da chuva;
- Evitamos
a proliferação de bactérias, vírus, insetos entre outros transmissores de doenças
como: alergias, infecções intestinais, febre tifoide, peste bubônica,
tifo, leptospirose;
- Aumentamos
o tempo de vida na Terra, contribuindo para que os recursos naturais, a
fauna e a flora durem mais tempo, entre outros fatores.
Mostrar e levar a população à reflexão sobre: quanto lixo cada pessoa produz, o
quanto seu descarte de modo incorreto é prejudicial à vida, e dialogar sobre
pequenos (e possíveis) atos que gerarão melhorias nas condições de vida
(gradativamente), poderia ser uma boa iniciativa para tornar bons os maus
costumes.
Referências bibliográficas:
MONTEIRO, José Henrique Penido [et al.]. Manual
de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro: IBAM, 2001.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1259992-rio-quer-aplicar-multa-de-ate-r-3000-a-quem-jogar-lixo-na-rua.shtml,
acessado em 04/05/2013.
OBS.: Outras fontes: Anotações e apostilas (sem referências) das aulas de Biologia que frequentei entre 2006 e 2009.
Referências iconográficas:
Imagem 1 (sites acessados em 04/05/2013):
- http://www.licitacoessustentaveis.com/2010/01/interessante-iniciativa-visando.html
- http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=308902&modulo=178
- http://www.noticiageral.com/?p=37350
- http://aquafluxus.com.br/?p=2303
- http://www.flickr.com/photos/brunocecim/6936603307/
- http://poraiemduasrodas.blogspot.com.br/2011/01/como-enfrentar-um-alagamento.html
- http://www.94fm.com.br/ritmodamanha/2011/06/16/tema-do-dia-lixo-no-chao/
- http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/12/consciente-desinformado-ou-folgado
Imagem
2 (sites acessados em 04/05/2013):
- http://cardiine.blogspot.com.br/2010/06/dicas-de-como-separar-o-lixo-para.html
- http://www.mundodastribos.com/curso-gratuito-de-reciclagem-de-lixo.html
- http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/decomposicao-do-lixo.php
- http://ciaecologica.com/2009/09/29/voce-sabe-separar-seu-lixo-para-reciclagem/

